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O aviso de férias é um procedimento obrigatório previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e exige atenção das empresas para evitar inconsistências jurídicas e problemas na Justiça do Trabalho. O comunicado formal informa ao empregado o período de descanso remunerado e deve ser feito por escrito com antecedência mínima de 30 dias antes do início das férias.
Dados do Novo Caged indicam que o Brasil registrou mais de 39,6 milhões de trabalhadores com carteira assinada em 2024, reforçando a importância do cumprimento correto desse processo, já que milhões de profissionais dependem do aviso para organizar compromissos pessoais e financeiros.
Além de ser uma exigência legal, a comunicação adequada contribui para uma gestão de pessoas mais eficiente e reduz o risco de disputas trabalhistas relacionadas à concessão de férias.
O aviso de férias é o documento formal emitido pela empresa para comunicar ao colaborador o período em que ele ficará afastado temporariamente com remuneração garantida.
De acordo com a legislação, o aviso deve:
Esse procedimento funciona como prova de que a empresa cumpriu sua obrigação legal e permite que o trabalhador se organize com antecedência.
O aviso de férias possui funções práticas e jurídicas tanto para o empregado quanto para o empregador.
Entre os principais objetivos estão:
Ao documentar a comunicação, a empresa reduz riscos de questionamentos futuros sobre a concessão do descanso.
A legislação trabalhista estabelece regras específicas para a concessão de férias e sua comunicação.
Segundo o art. 136 da CLT, a escolha do período de férias deve atender aos interesses do empregador. Já o art. 134, §1º, após a Reforma Trabalhista de 2017, permite o fracionamento das férias em até três períodos, desde que:
Outra regra relevante é que o início das férias não pode coincidir com feriados ou com o descanso semanal remunerado, conforme o art. 134, §3º.
No caso de férias coletivas, o art. 139 da CLT determina comunicação ao Ministério do Trabalho, envio de cópia ao sindicato e afixação do aviso nos locais de trabalho com antecedência mínima de 15 dias, com algumas dispensas para micro e pequenas empresas.
Para férias individuais, a CLT exige comunicação com pelo menos 30 dias de antecedência.
Já nas férias coletivas, a empresa deve avisar:
O descumprimento desse prazo pode gerar questionamentos, embora não implique automaticamente pagamento em dobro das férias.
A jurisprudência trabalhista entende que o atraso na comunicação das férias, por si só, não gera pagamento em dobro.
Segundo decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e da 9ª Turma do TRT de Minas Gerais, a penalidade prevista no art. 137 da CLT ocorre apenas quando o empregado não goza as férias dentro do período concessivo legal.
Assim, a dobra não se aplica exclusivamente pela ausência do aviso prévio de 30 dias.
Após o aviso ser entregue e assinado pelo trabalhador, o período de férias passa a ser um direito definido.
A alteração unilateral não é recomendada. Em situações excepcionais e de necessidade operacional urgente, o reagendamento pode ocorrer, mas a empresa deve avaliar possíveis prejuízos ao empregado.
Entendimento aplicado pela 2ª Vara do Trabalho de Alfenas indica que mudanças só devem ocorrer diante de necessidade realmente imperiosa, já que o aviso cria expectativa legítima ao trabalhador.
Sim. O envio digital é considerado válido desde que haja comprovação de recebimento e ciência do empregado.
Entre as formas aceitas estão:
Esse formato tem sido adotado especialmente em casos de teletrabalho.
A assinatura eletrônica substitui a assinatura física desde que permita identificar o signatário e comprovar a autenticidade do documento.
Na prática, o colaborador acessa o aviso em plataforma digital e realiza a assinatura utilizando métodos de autenticação previstos no sistema.
A organização do documento é essencial para auditorias e eventuais processos trabalhistas.
Boas práticas incluem:
Manter os registros centralizados facilita consultas futuras.
O aviso de férias comunica antecipadamente o período de descanso. Já o recibo de férias comprova que o pagamento foi realizado até dois dias antes do início das férias.
Ambos são documentos distintos e possuem finalidades específicas dentro do processo trabalhista.
Não. A definição da data das férias é prerrogativa do empregador, desde que respeite a legislação.
O trabalhador pode sugerir períodos, mas não tem poder de veto. Ao receber o aviso, ele apenas confirma a ciência da comunicação.
Entre os principais erros cometidos pelas empresas estão:
Essas falhas podem gerar insegurança jurídica e aumentar o risco de disputas trabalhistas.
Embora pareça um procedimento simples, o aviso de férias envolve regras específicas da CLT que precisam ser observadas.
Ao cumprir corretamente os prazos, registrar o documento e garantir a ciência do empregado, a empresa fortalece a transparência nas relações de trabalho e reduz riscos legais.
O aviso de férias não apenas formaliza o direito ao descanso, mas também contribui para o planejamento da organização e para o equilíbrio entre produtividade e bem-estar dos trabalhadores.